80 anos Senge-MG

celebrar a história, refletir o presente, projetar o futuro

CELEBRAÇÃO

O Sindicato dos Engenheiros no Estado de Minas Gerais completa 80 anos em 25 de agosto de 2027. Ao longo de oito décadas, a entidade consolidou uma trajetória marcada pela firme defesa da categoria, pela valorização da engenharia e por uma inserção ativa nas principais lutas sociais e democráticas do país. Para comemorar essa data, o Senge-MG programou uma série de ações e eventos que, além de celebrar a sua história, seja uma oportunidade singular de reflexão sobre temas que tocam de perto a categoria.

Senge-MG

Acompanhe a programação de eventos relativos aos

80 anos do Senge-MG

25

AGO 26

79 anos do Sindicato e lançamento do projeto Senge-MG 80 anos

Palestra do coordenador do Dieese em Minas Gerais, Fernando Duarte, sobre o sindicalismo no período pós-reforma trabalhista de 2017, apresentação do selo, do slogan e do layout do hotsite, além da programação de eventos previstos até agosto de 2027. Sede do Sindicato, 25/08/26, 18h30.

21

SET 26

Engenharia, desenvolvimento e soberania

Tema de abertura do Ciclo de Debates Senge-MG 80 anos, que terá como palestrantes os engenheiros Miguel Manso e Márcio Ellery Girão Barroso e será mediado pelo engenheiro Marco Túlio de Melo, presidente da Fisenge. Sede do Sindicato, 21/09/26, 18h30, com transmissão ao vivo pelo canal do YouTube @TVSenge.

19

OUT 26

Minerais críticos e estratégicos x soberania

O que são e o que representam no desenvolvimento de novas tecnologias e o que diz a legislação regulatória quanto à proteção e à defesa da independência e soberania do país nesse contexto. Palestrantes a serem definidos. Sede do Sindicato, 19/10/26, 18h30, com transmissão ao vivo pelo canal do YouTube @TVSenge.

NOTÍCIAS

MEMÓRIA

Criado em 25 de agosto de 1947, o Senge-MG surgiu da fusão dos sindicatos de Engenheiros de Minas, Civis e Arquitetos, Eletricistas e Industriais e Mecânicos existentes naquela época. A sua história é uma construção coletiva, fruto do trabalho, da participação e das lutas de milhares de engenheiras e engenheiros de todo o estado.

São 80 anos de muita história para resgatar, contar e compartilhar.

História em movimento

O presidente Dutra, em seu segundo ano de governo, restringe as importações e recoloca o país na rota da industrialização.

1947

Em 25 de agosto, é oficializada a fundação do Senge-MG, resultado da fusão de quatro sindicatos de engenheiros existentes na época.

Juscelino Kubitschek, depois de inaugurar Brasília, passa a presidência a Jânio Quadros, que renuncia em agosto.

1961

Assume a presidência do Senge-MG o engenheiro Aimoré Dutra, que ficaria à frente da entidade por dois mandatos.

Aimoré Dutra Filho

Aimoré Dutra Filho, presidente de 1961 a 1965

O presidente da República, João Goulart, é deposto por um golpe que institui a ditadura militar no Brasil.

1964

O Sindicato é um dos líderes do movimento pela aprovação da Lei do Salário Mínimo Profissional para os engenheiros.

Minas desafia a ditadura militar e elege, pelo voto direto, Israel Pinheiro governador do Estado.

1965

O engenheiro Paulo Gaetani é o novo presidente do Senge-MG e permanecerá no cargo por 12 anos.

O regime militar acaba com a estabilidade no emprego e institui o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

1966

Em 22 de abril, é sancionada a Lei nº 4.950-A/66, que institui o Salário Mínimo Profissional para os engenheiros.

O presidente Ernesto Geisel fecha o Congresso Nacional e lança o Pacote de Abril, instituindo a figura do senador biônico.

1977

O Senge-MG completa 30 anos de fundação, e o engenheiro Thales Lobato assume a presidência com a missão de tirá-lo do imobilismo.

O regime militar entra em decadência, e o movimento dos trabalhadores se reorganiza em várias regiões.

1978

Um grupo de engenheiros e engenheiras funda o Centro de Estudos de Engenharia, embrião das futuras mudanças no Sindicato.

A 1ª Conclat reúne 5.036 delegados e 1.091 sindicatos, sendo a primeira grande reunião intersindical no país desde 1964.

1981

Uma chapa de oposição, encabeçada por Luiz de Vasconcelos, toma posse e inicia a era do sindicalismo combativo no Senge-MG.

Em eleições diretas, a oposição elege dez governadores no país. Em Minas, Tancredo Neves derrota o candidato governista.

1982

O Senge-MG promove o 1º Congresso Mineiro de Engenheiros, com a participação de 400 delegados, dos quais 20% são mulheres.

O país vive uma grave crise econômica. O desemprego é o grande fantasma que atinge principalmente os engenheiros.

1983

Uma assembleia em Juiz de Fora decide pela reinclusão do município na base territorial do Sindicato, que passa a representar os engenheiros de todo o Estado.

Em meio à decadência da ditadura militar, o país é tomado pela campanha das Diretas para a Presidência da República.

1984

Augusto Drummond toma posse na presidência do Sindicato com a presença do governador de Minas Gerais, Tancredo Neves.

Com a derrota da emenda das Diretas, Tancredo é eleito pelo Colégio Eleitoral, mas adoece e morre em 21 de abril.

1985

O Senge-MG participa do Comitê Mineiro pela Constituinte, filia-se ao DIEESE e avança nas negociações coletivas.

O presidente José Sarney lança o Plano Cruzado, um conjunto de medidas para derrubar a inflação.

1986

O Sindicato assina o primeiro Acordo Coletivo de Trabalho com uma empresa privada: a Paulo Abib Engenharia.

Com a inflação na estratosfera, o país vive os fantasmas da recessão, do desemprego e do arrocho salarial.

1987

O Sindicato desafia os planos econômicos e conquista na Justiça o pagamento das URPs de abril e maio aos engenheiros da Vale.

Nas primeiras eleições diretas depois do golpe de 1964, Fernando Collor é eleito presidente da República.

1989

O Sindicato atinge a marca de 11.751 associados e participa, pela primeira vez, das negociações da RFFSA.

Collor lança um plano econômico que surpreende o país com o bloqueio e o confisco de depósitos, inclusive da poupança.

1990

Maria Cristina de Sá Oliveira assume a presidência do Senge-MG em meio à luta contra a política econômica de Collor.

O governo Collor inicia o processo de privatização pelas siderúrgicas, com os leilões da Usimec e da Usiminas.

1991

O Sindicato denuncia o número assustador de engenheiros desempregados: cerca de 150 mil profissionais no país.

Uma ampla campanha popular leva ao impeachment do então presidente Fernando Collor de Mello, acusado de corrupção.

1992

Maria Cristina é reeleita presidente para o triênio 1992–1995, e o Sindicato se engaja na campanha que levaria ao impeachment de Collor.

O presidente Itamar Franco dá prosseguimento às privatizações com os leilões das siderúrgicas CSN, Cosipa e Açominas.

1993

O Senge-MG filia-se à Central Única dos Trabalhadores (CUT) e entra no movimento pela democratização do Sistema Confea/Crea.

Fernando Henrique Cardoso, eleito na esteira do Plano Real, dá prosseguimento ao projeto neoliberal iniciado por Fernando Collor de Mello.

1995

Rubens Moreira é eleito presidente com a missão de enfrentar o arrocho salarial, as demissões em massa e as privatizações.

A emenda da reeleição é aprovada no Congresso Nacional em meio a denúncias de compra de votos de parlamentares.

1997

O Senge-MG comemora 50 anos de fundação e lança uma revista comemorativa que resgata parte de sua história.

Fernando Henrique Cardoso é reeleito presidente da República em uma disputa polarizada com Luiz Inácio Lula da Silva.

1998

Rubens Moreira é reeleito e sua diretoria tem a missão de fortalecer a atuação do Sindicato junto à categoria e aos movimentos sociais.

O prefeito Fernando Pimentel sanciona a lei de autoria do vereador Tarcísio Caixeta, que cria o Serviço de Engenharia Pública em BH.

2001

O mandato de Rubens Moreira é renovado por mais um período e seu legado é o amadurecimento e a consolidação da entidade.

Eleito em outubro de 2002, Luiz Inácio Lula da Silva toma posse e inicia um período de profundas transformações sociais no país.

2003

A política nacional de saneamento é o tema de um seminário promovido pelo Senge-MG e pela Frente Estadual de Saneamento (Fesa).

Em 15 de março de 2004, é promulgada a legislação que cria o novo marco regulatório do setor elétrico no país.

2004

A chapa liderada pelo engenheiro Nilo Sérgio Gomes vence as eleições e toma posse para o mandato de 2004 a 2007.

A bolha imobiliária estoura e sacode os mercados financeiros, prenunciando uma grave crise mundial.

2007

O Sindicato comemora 60 anos de fundação, e Nilo Sérgio é eleito para mais um mandato na presidência da entidade.

O presidente Lula sanciona a Lei nº 11.888, que assegura às famílias de baixa renda os serviços de engenharia pública.

2008

O Senge-MG inicia uma ampla campanha pela Engenharia Pública, com a edição de uma cartilha e a promoção de seminários.

Dilma Rousseff, do Partido dos Trabalhadores, vence as eleições e torna-se a primeira mulher a presidir o país.

2010

O Sindicato adquire sedes próprias em BH e Juiz de Fora, e Raul Otávio Pereira toma posse como novo presidente da entidade.

A economia brasileira sofre uma forte retração, com um crescimento do PIB de apenas 0,9%, frustrando as metas governamentais.

2012

O Senge-MG comemora 65 anos e lança o Projeto Senge Memória, um conjunto de ações de resgate e preservação da história oral e documental da entidade.

As Jornadas de Junho (protestos de massa) abalam a política nacional, pressionando o governo por melhores serviços públicos.

2013

Raul Otávio Pereira é reeleito e toma posse com sua nova diretoria para um segundo mandato à frente da entidade, com foco em sua interiorização.

O PIB retrai 3,3%, e a crise política deságua no impeachment de Dilma Rousseff. Michel Temer assume, prometendo reformas liberais.

2016

Reeleito para um terceiro mandato, Raul Otávio Pereira toma posse com a missão de enfrentar as reformas liberais anunciadas pelo novo governo.

É sancionada a Lei nº 13.467/2017, que traz profundas mudanças na legislação trabalhista, restringindo direitos e acabando com o “imposto sindical”.

2017

O Sindicato começa a se adequar a esses novos tempos, com a revisão do orçamento e a diminuição de seu corpo técnico e administrativo.

Jair Messias Bolsonaro assume a Presidência da República com a promessa de aprofundar a política de maior liberalização da economia.

2019

Raul Otávio Pereira é reeleito para o quarto mandato, com o desafio de manter a atuação sindical diante das dificuldades de sobrevivência financeira da entidade.

O Brasil vive o auge da pandemia de COVID-19, que causou mais de 600 mil mortes, graves prejuízos à economia e crescimento do desemprego.

2020

Raul Otávio licencia-se da presidência e o vice-presidente, Murilo de Campos Valadares, assume com o desafio de garantir a sobrevivência financeira do Sindicato.

Termina o mandato de Jair Bolsonaro, que lidera uma tentativa de golpe para se manter no poder. Lula é eleito presidente da República.

2022

Toma posse, para mais um mandato, a diretoria do Sindicato liderada por Murilo Valadares, tendo como prioridade a defesa da democracia.

Jair Bolsonaro e seus cúmplices são condenados pela tentativa de golpe de Estado a penas de até 27 anos de prisão, em julgamento histórico no STF.

2025

Em nova eleição, Murilo Valadares é reeleito presidente do Senge-MG, liderando uma diretoria que prioriza as negociações coletivas.

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